Maratona de Londres: elite feminina reúne campeãs olímpicas, mundiais e recordistas
A elite feminina da Maratona de Londres, marcada para 26 de abril, promete ser uma das mais fortes e emocionantes da história. A prova reunirá na mesma largada a etíope [...]
A elite feminina da Maratona de Londres, marcada para 26 de abril, promete ser uma das mais fortes e emocionantes da história. A prova reunirá na mesma largada a etíope Tigst Assefa, a holandesa Sifan Hassan e a queniana Peres Jepchirchir, respectivamente a atual campeã da prova, a campeã olímpica e a campeã mundial da maratona.

Atual detentora do recorde mundial feminino em prova exclusivamente feminina (2:15:50), Tigst Assefa volta a Londres após uma temporada de grandes conquistas e derrotas apertadas justamente para suas duas maiores rivais. Desde que estreou no circuito das majors, em 2022, a etíope soma vitórias em Berlim, Londres e presença constante no pódio: em seis maratonas disputadas, nunca terminou fora do top 2.

(Foto: World Athletics / Getty Images)

(Foto: Bob Martin for London Marathon Events)
Ainda assim, suas derrotas mais dolorosas vieram em confrontos diretos. Peres Jepchirchir superou Assefa no sprint final da Maratona de Londres 2024 e voltou a vencê-la por margem mínima no Mundial de Tóquio 2025. Já Sifan Hassan levou a melhor no desfecho épico da maratona olímpica de Paris 2024. Londres marcará a primeira vez que as três voltam a se enfrentar desde os Jogos Olímpicos, elevando a expectativa para uma disputa histórica.
O pelotão de elite ainda ganha reforços de peso. Joyciline Jepkosgei, campeã de Londres em 2021, chega embalada após vencer a Maratona de Valência 2025 com o quarto melhor tempo da história (2:14:00). Já Hellen Obiri, bicampeã de Boston e de Nova York e bronze nos Jogos de Paris 2024, fará sua estreia em Londres, completando o trio de medalhistas olímpicas na largada britânica.
Outro nome em destaque é o da uruguaia Julia Paternain, que retorna ao Reino Unido para sua estreia na Maratona de Londres. Criada no país e com passagem por provas tradicionais da cidade, Paternain ganhou projeção ao conquistar o bronze no Mundial de Tóquio 2025, a primeira medalha da história do Uruguai em Campeonatos Mundiais de Atletismo.
Segundo Hugh Brasher, CEO da London Marathon Events, o cenário é favorável para mais um recorde: “Nos últimos dois anos, o recorde mundial feminino foi quebrado em Londres. Com esse nível de atletas, não seria surpresa se o tempo de 2:15:50 caísse novamente”.
| País / Atleta | Melhor tempo (PB) |
|---|---|
Tigst Assefa | 2:11:53 |
Sifan Hassan | 2:13:44 |
Joyciline Jepkosgei | 2:14:00 |
Peres Jepchirchir | 2:14:43 |
Hellen Obiri | 2:17:41 |
Degitu Azimeraw | 2:17:58 |
Catherine Reline Amanang’ole | 2:20:34 |
Balemelay Shumet | 2:21:59 |
Charlotte Purdue | 2:22:17 |
Laura Luengo | 2:22:31 |
Rose Harvey | 2:23:21 |
Abbie Donnelly | 2:24:11 |
Florencia Borelli | 2:24:18 |
Eilish McColgan | 2:24:25 |
Jessica Warner-Judd | 2:24:45 |
Fadouwa Ledhem | 2:25:50 |
Marta Galimany | 2:26:14 |
Lucy Reid | 2:26:35 |
Julia Paternain | 2:27:09 |
Louise Small | 2:27:48 |
Alice Wright | 2:28:48 |
Verity Hopkins | 2:31:19 |
Tigst Assefa
Sifan Hassan
Joyciline Jepkosgei
Charlotte Purdue
Laura Luengo
Florencia Borelli
Fadouwa Ledhem
Julia Paternain